No mesmo momento em que muitos dos governos se preparam para declarar a internet de banda larga como um bem de primeira necessidade, lembro-me do último passar da década com a velhinha ligação a 56 kps, que tão boas recordações me trás.
Eram os tempos em que o mIRC era o rei e senhor da Web. Sem messenger, facebook, twitter, hi5 ou mySpace todo o tempo que nos era permitido estar on-line (porque nem toda a gente achava graça a ficar com o telefone ocupado durante muito tempo) era passado neste programa de conversa tempo real.
Ligavamo-nos a um servidor, no qual existiam vários canais, sendo que um utilizador podia estar ligado em vários De uma forma simples estávamos ligados a todos os que conheciamos, bem como aos que não conheciamos, o que era aliás a grande desvantagem deste sistema.
Para suprir esta “pequena” grande desvantagem, chegou-nos o messenger, em que estamos ligados a todos quanto conhecemos. Mas apenas isso. Se quisermos ir mais além não podemos. Durante boa parte da década dominou a comunicação online, até à ascensão do Hi5, Facebook, Flickr, Twitter, entre outros.
Hoje em dia, não existe campanha publicitária que deixe de parte os utilizadores das redes sociais. Não só porque permite uma divulgação quase instantânea e eficaz, como também pela amplitude imensa de utilizadores deste tipo de sites. A título de exemplo, durante o Verão de 2009, não existiu utilizador de internet em Portugal que não estivesse exposto à mensagem que os partidos políticos pretendiam fazer passar, tal qual um transeunte está exposto ao tradicional cartaz.
Em 2010, podemos aceder em instantes a conteúdos que demorariam semanas a fio a ser-nos entregues em 2000.
Em 2010, com umas horas de trabalho em frente de um computador, conseguimos vender um produto/mensagem a uma quantidade infindável de consumidores. Em 2000, para conseguir atingir a mesma quantidade de consumidores, tal implicaria várias campanhas de rua, com meios não raras vezes dispendiosos.
Tamanha transformação suscita a curiosidade:
Como será em 2020?

